A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 06/07/2020
Na poesia “Navio Negreiro” de Castro Alves (terceira geração poética), fica evidente a crueldade e as condições desumanas as quais os povos afro-americanos eram submetidos no período da escravidão no Brasil. Na contemporaneidade, mesmo com a Lei Áurea, ainda existe o preconceito que se manifesta, tanto por palavras racistas que são usadas no dia a dia, quanto por agressões físicas que são cometidas contra negros.
Ademais, convém frisar a falta de importância da mídia quanto a esse assunto tão significativo, pois tem diversas palavras que desconhecemos a origem e são extremamente racistas, por exemplo: “mulata”- essa expressão vem da palavra mula e correspondia ao filho do homem branco com uma mulher negra, “denegrir”- que significa tornar negro, “lista negra”- que usa a palavra negro para descrever algo ruim; essas palavras como tantas outras devem ser expostas com seus respectivos significados, para que possamos substituir tais expressões por outras que não sejam ofensivas.
Além disso, é importante destacar que 2 séculos após a Abolição da escravatura no Brasil os negros ainda são as vítimas mais propensas a assassinato. Segundo a pesquisa realizada pelo site “Exame” foi registrado no Brasil cerca de 255 mil mortes por assassinato aos afrodescendentes, e a comprovação desses atos se deu com o recente caso de George Floyd, que morreu sufocado pelo joelho de um policial estadunidense, a partir desse ocorrido houveram milhares de manifestações com a #blacklivesmatter (vidas negras importam), esse consentimento geral da sociedade não precisa ocorrer somente quando uma tragédia dessas acontece, deve ser alertado com mais frequência para haver um apoio maior das pessoas.
Entretanto, fica evidente a necessidade de intervenção, tanto da mídia trazendo mais notícias sobre o racismo, quanto do Ministério da Educação, pois como disse Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Portanto, através de palestras e de uma interação maior nas aulas de história e sociologia quanto ao assunto tratado na redação, as crianças e adolescentes crescerão mais cientes dos seus atos e de como eles podem impactar a vida de outra pessoa.