A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 06/07/2020

“Os filósofos limitaram-se a entender o mundo, cabe a nós modificá-lo”. A frase dita por Karl Marx, traz a interpretação de que só se consegue uma conquista social por meio da ação; Visto isto, apesar da luta do movimento trabalhista ter conquistado muitos direitos, ainda há a exploração do trabalhador e a dificuldade dessas reinvidicações serem postas em prática.    Conforme o artigo III da Constituição Federal de 1988, é um direito dos indivíduos e dever do Estado promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e qualquer outra forma de discriminação. Contudo, o Poder executivo não cumpre corretamente esse direito e essa não é uma realidade vívida na contemporaneidade brasileira. Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, diz que a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito situa-se deturpado no Brasil, evidentemente isso aflige o cotidiano da população.

Atualmente pode-se dizer que o negro tem oportunidades que seus pais não tiveram, fato que não significa que essas sejam iguais às dos brancos. No mercado de trabalho, a perspectiva de crescimento de um negro é menor do que a de um branco. Outro fator que devemos levar em consideração são os dados que demonstram que os negros estão mais expostos à violência. De acordo com o estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, analisando casos registrados entre 2005 e 2015, 71% das vítimas de homicídios no Brasil são negras.

São visíveis os avanços ocorridos devido às políticas que pretendem promover a igualdade racial. Porém, ainda fica evidente a necessidade ampliação de medidas ao combate à desigualdade. Além dos projetos já em vigor, o governo deve investir no ensino fundamental público, no qual a maioria dos alunos é negra. As escolas e a mídia devem conscientizar as pessoas sobre a igualdade entre as raças, a fim de promover a integração das minorias à sociedade.