A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 26/07/2020

“Ver o pobre preso ou morto já é cultural”. Nesse trecho da música “Negro Drama- Racionais Mc’s” é exibido o retrato da condição da raça preta no Brasil, que se relaciona com a persistência do racismo na sociedade. Nesse contexto, isso ocorre devido à herança histórica de escravatura e ao racismo estrutural.

A princípio, o Período Colonial o qual submeteu para a escravização indivíduos da África, contribui na explicação do preconceito ainda presente no país. À luz disso, houve a abolição dos escravos em 1888, por intermédio da Lei Áurea, porém, eles foram deixados marginalizados, sem recursos básicos, o que fomentou esteriótipos negativos a cultura afro-brasileira, como o Samba, proibido até a década de 1930 . Nesse viés, tal acontecimento reverbera ainda na contemporaneidade, de modo oprimir esse corpo civil.

Ademais, outro fator relevante é o racismo estrutural, que consiste na normalização da desigualdade social nas práticas de funcionamento natural do Estado, a qual privilegia um grupo em detrimento de outro. Nesse sentido, os negros estão mais vulneráveis a determinadas condições de sofrimento do que brancos, a citar o ensino, como a taxa de analfabetismo ser duas vezes maior nessa comunidade, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2018. Dessa forma, é perceptível uma organização social injusta, o que se configura ilegal, haja vista a Constituição Federal estabelecer o direito à educação para todos.

Portanto, diante do exposto, urge que o Ministério da Educação realize campanhas de conscientização sobre o tema, por meio de propagandas televisionadas em horário nobre. Em suma, tal ação deve orientar a população sobre a importância dos negros na construção cultural do Brasil, uma nação miscigenada, e aumentar o número de escolas nos municípios mais carentes. Assim, objetiva-se mitigar o racismo, sobretudo o estrutural, no território nacional.