A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 06/07/2020

A Lei Áurea assinada no dia 13 de maio de 1888, foi a responsável pelo fim do grande período de quase quatrocentos anos de escravidão no Brasil. Sendo este, entre todos os alicerces da construção social brasileira de hoje, uma mácula na história do país, ainda produz fortes consequências no presente. Apesar dos passados cento e trinta e dois anos, o regime da escravidão não fora totalmente superada. Sendo assim persiste o racismo, decorrente pelo modelo de construção social do Brasil desde a chegada do homem branco, e as condições sobre as quais foram os negros submetidos depois do “fim da escravidão”.

O fundador da crítica social brasileira: Florestan Fernandes, analisando as bases da sociedade brasileira, define o homem preto, à visão da sociedade escravocrata como;“simultaneamente um inimigo doméstico e um inimigo público”. Esta forte impressão, deixada por anos de injustiça, e fortemente enraizada na mentalidade dos antecessores deste século, persiste viva, em grande parte na cultura brasileira. É observada através de discursos e frases racistas, que desmascaram a ignomínia do Brasil, e denotam os efeitos da falta de lucidez de uma população que se encontra desamparada quanto ao saber do verdadeiro significado da escravidão: crueldade justificada.

Mesmo depois da abolição da escravidão, já libertos, a condição de “inferioridade” perdurou. O sociólogo Octávio Ianni escreve que, o homem negro, segundo as palavras dele:“submergiu na economia de subsistência, com as oportunidades medíocres de ‘trabalho livre’”. Sendo assim, conclui-se que mesmo depois da libertação, as oportunidades de trabalho para a população ex-escrava continuava a mantê-los nos “pés da pirâmide social” da época, permanecendo subjugada. Desde então, todos os protestos e tentativas para acabar com a desigualdade e o racismo, vêm conquistando espaço muito lentamente, levando em consideração os anos que nos separam do regime escravocrata.       Portanto, diante de todos os argumentos apresentados, conclui-se que a abolição da escravatura, não foi capaz de abolir o racismo, que persiste em nossa sociedade. Assim evidenciando uma extrema necessidade de mudança, através de todas as consequências malignas que este preconceito causou. Para tanto, com uma maior divulgação dos movimentos anti-racistas, apoiados pelo Governo Federal, através de mais debates promovidos pelos Ministérios da Educação e Cultura, nas escolas, fazendo o uso também das redes sociais, o Brasil teria mais sucesso em “abolir” o racismo da sociedade brasileira, deixando para trás o grande erro da escravidão, encarando o futuro com uma nova perspectiva de igualdade, e respeito.