A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 06/07/2020
No Brasil, o racismo ganhou forma no processo de colonização, quando os portugueses traziam forçadamente os africanos para escravizá-los. Em síntese, devido ao papel do europeu como colonizador, há uma exaltação da população ‘‘branca’’. Dessa forma, mesmo após a Lei Áurea, os cidadãos pretos continuam escravos da sociedade racista.
No entanto, o privilégio branco é nítido quando em produções culturais, seja na televisão ou internet, os afrodescendentes são minoria e raramente vistos como protagonistas, geralmente possuem papéis de criminosos. De acordo com a pesquisa da Agência Nacional do Cinema, Ancine, do ano de 2016, os homens brancos têm mais espaço no cenário, sendo 75,4% dos diretores, e 60% dos produtores e do elenco. Enquanto, não existe mulher negra diretora ou roteirista, elas equivalem de 1% a 3% na lista de produção executiva. Nota-se que há também diferenças em outras áreas trabalhistas, como a desigualdade salarial entre etnias, segundo dados do ano de 2019 do IBGE, as mulheres pardas recebem 44,4% dos salários dos moços brancos, considerando que as moças brancas têm rendimentos superiores aos das negras.
Em última análise, é de grande importância citar as consequências de uma sociedade com grande parte racista. Há de se considerar que, mesmo depois de aproximadamente 130 anos da lei que aboliu a escravidão, o Brasil ainda possui características racistas, onde a população crioula é alvo de exclusão e violência. Como também, policiais discriminadores que usam sua autoridade e desprezo para agredirem os negros. Conforme dados do site Uol, entre janeiro e julho de 2019, a polícia do Rio de Janeiro matou 1.075 pessoas, 80% delas eram pardas. Porém, assim como existem pessoas preconceituosas, existem as que lutam pelo direito de todos, a conclusão do fato apresentado é o movimento ‘‘Black Lives Matter’’, que serviu como base para as manifestações entre pessoas de todos os gêneros e etnias, os protestos surgiram após a morte de George Floyd por um militar.
Por fim, o preconceito está estruturado na nação. No entanto, para promover uma mudança, é necessário que o Ministério da Educação se encarregue de fornecer um ensino que fale sobre a igualdade. Logo, o comandante-geral do Estado, deverá aplicar punições em seus agentes que são violentos com os afrodescendentes. Ademais, a população poderá usar seus direitos de liberdade de expressão para lutarem pelo fim do racismo, seja com movimentos na internet ou protestos nas ruas, não precisa ser negro para ser contra a discriminação.