A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 09/07/2020

No contexto histórico do Brasil colonial até o Brasil imperial, sabemos que os europeus sentiam-se superiores aos africanos por terem feito deles escravos. Atualmente, apesar das conquistas negras como a abolição da escravidão, tal cultura racista permanece enraizada na sociedade brasileira, portanto o racismo ainda se faz presente mesmo depois de alguns séculos. Logo, é de extrema importância analisar por que isso ocorre.

Após a aprovação da Lei Áurea em 1888, os negros deixaram de ser escravos mas continuaram sendo vítimas de discriminação e desrespeito por falta de políticas públicas que promovessem a igualdade racial. A luta para se inserir na sociedade prevalece e a desigualdade não pode ser ignorada. O mercado de trabalho ainda é injusto, nos filmes e novelas os papéis de personagens com poder aquisitivo alto geralmente são destinados a atores brancos, o que é um reflexo da estrutura da sociedade real, além das frases e apelidos ofensivos que são obrigados a ouvir no dia a dia.            Episódios de racismo são recorrentes mas poucos são os exibidos e que geram alguma repercussão. Um deles foi o caso do jogador de futebol popularmente conhecido como “Aranha”, em que uma torcedora do time adversário o chamou de macaco. A comparação aos macacos deve-se aos europeus na época da escravidão em estereotipar negros como animais.        Diante dessa problemática, torna-se evidente que as raízes preconceituosas do passado não foram totalmente cortadas. Cabe ao governo juntamente com os ministérios da educação e da cultura criar políticas públicas voltadas à inserção racial e social e a desenvolver palestras e eventos educacionais nas escolas e nos teatros municipais, a fim de promover a igualdade racial. Como cidadãos podemos organizar manifestações pacíficas com o objetivo de desconstruir essa mentalidade racista e reconhecer que esse preconceito existe. Para que assim sobreponha a percepção de dignidade e a igualdade como um todo.