A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 21/07/2020

O filme “Django Livre”, de Quentin Tarantino, ressalta a história de Django, um ex escravo, que tem como objetivo principal libertar sua esposa que continua submetida à escravidão. Dessa forma, entende-se a importância de debater sobre a persistência de práticas de ódio acometidas aos negros que, infelizmente, estão presentes desde o processo de colonização, motivando assim um racismo estrutural e uma maior injustiça na sociedade brasileira.

Primeiramente, racismo estrutural são práticas históricas, culturais e institucionais em uma sociedade, que, constantemente coloca um grupo social ou étnico em uma posição de superioridade em relação a outros. Como resultado, tem-se a segregação e o preconceito racial que persistem e estão enraizados nos nossos costumes e dia a dia, sejam em expressões racistas, apropriação cultural, ou a negligência de práticas racistas e a desigualdade social.

No Brasil, acontecimentos recentes de violência policial contra a população negra provocaram revoltas nos cidadãos brasileiros. Desde a morte por “engano” com 80 tiros de uma família negra, a uma criança negra assassinada dentro de casa, estes e outros casos manifestam a injustiça e a negligência por parte de autoridades policiais em suas condutas, que violam os direitos humanos e corroboram para a persistência do racismo.

Nesse sentido, cabe ao Estado e seus 3 poderes -Executivo, Legislativo e Judiciário- trabalharem em conjunto para a criação de políticas públicas, leis federais e campanhas, que visem educar e minimizar práticas racistas persistentes no trabalho, nas escolas, universidades etc; por meio de um maior estímulo de diálogos, campanhas de apoio e suporte à comunidade negra. Bem como, através dos poderes Executivo e Judiciário, obter-se uma administração de acordo com as leis previstas e assim obter uma maior justiça na sociedade brasileira.