A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 21/07/2020
O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe?
Leandro Karnal em seu livro “Tudo Contra Todos”, aborda a violência e o ódio no Brasil. Por sua vez, o autor reflete que a violência é estrutural, nasce da injustiça social, das relações raciais e pela própria violência política. Dando lugar ao preconceito, o racismo e o genocídio que perdura desde a escravidão até os dias atuais. Tal qual, raciona o motivo de tanto ódio, já que o Brasil é rico em etnias e diversidade cultural.
De início, vale mencionar que o filósofo Jean-Jacques Rousseau pondera que o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. Faz-se pensar que um indivíduo ao ser concebido - meramente falando é uma folha em branco. Não tem rótulos nem preconceitos. A sua criação e a sociedade em que está inserido o formará. Assim como, são atribuídos os pré-conceitos, de modo que, sem o reconhecimento desse ódio formado, prolonga-se a luta pela igualdade de raça e a aceitação pelos direitos de cotas.
Nesse contexto, é certo afirmar que a questão do racismo, como muitos imaginam, não é somente a repulsa pelo diferente é o ódio que em muitos casos são irreversíveis. A superioridade de raça tem moldado o indivíduo desde sua infância até a velhice, fazendo-o temer uma pessoa negra apenas por ser negro. Além do mais, o Mapa da Violência de 2014, mostram a dificuldade enfrentada pelo jovem negro, que sofrem o triplo de violência a mais que o jovem branco . A diferença é evidente, porém não existem intervenções efetivas que mudem essa realidade.
Fica claro, portanto, que o Ministério da Educação amplie o ensino nas escolas públicas, dando ênfase a história de luta enfrentada pelos negros desde os tempos passados até os dias de hoje. O Governo Federal, deve criar leis mais rígidas que punem corretamente o agressor, desenvolvendo ONGs, de apoio e voz à vítima de racismo. Contudo, a mídia deve disseminar a realidade que os negros passam pela discriminação racial, visando a uma consciência de que todos somos iguais e que o “belo” inventou o “feio” para se beneficiar.