A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 23/07/2020

Embora, ainda hoje, exista uma parcela da sociedade que afirma não ser racista, ou ainda, uma parcela que defende a ideia de que o racismo não existe, isso não é verdade. O racismo estrutural existe e é, sem sombra de dúvidas, um enorme problema na sociedade brasileira.

Ainda que alguns afirmem que o racismo estrutural não existe, tal afirmação é falsa. Tendo em vista que o próprio Estado brasileiro assumiu esse problema ao criar o sistema de cotas, e nele incluir a cota racial. Entretanto, existe também pessoas que defendem a ideia de que essa atitude do governo agravou a situação, uma vez que com esse direito os pretos seriam “privilegiados”. Mas, como disse Djonga “Me dê oportunidade igual, que em qualquer ringue eu te deixo no chão”, o sistema de cotas não dá privilégios aos pretos, mas sim procura deixá-los no mesmo patamar que os brancos, para que a disputa no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) seja mais justa e igualitária.

Além disso, dados da ONU (Organizações das Nações Unidas) mostram que, a cada 23 minutos um jovem preto morre no Brasil. Ademais, é de suma importância ressaltar que nas favelas (locais onde a população é majoritariamente preta) o número de homicídios gerado pela polícia é 3 vezes maior do que nas outras áreas habitacionais. Acontecimentos recentes - como o caso de Agatha - geraram uma revolta enorme na sociedade, a ponto de grandes artistas fazerem citações em suas obras. Como exemplo, temos o próprio Djonga, que diz em seus versos “Me perguntam se me arrependo do que tenho dito, mas não se arrependem de Jennifer’s, Kauan’s e Agatha’s” onde faz alusão aos homicídios causados pela polícia nos últimos anos.

Desta forma, fica claro que o racismo estrutural, existe sim, na sociedade brasileira e precisa ser combatido para que então jovens pretos deixem de perder suas vidas nas mãos de oficiais, simplesmente pela cor de pele, e que a sociedade seja mais justa quanto a esse aspecto. Então, uma das atitudes que o governo deve tomar quanto a isso é um projeto de lei que obriga a todos os canais de TV aberta a transmitir um debate mensal de 50 minutos no mesmo horário, onde o tema a ser abordado seja justamente o racismo. As emissoras transmitiriam o mesmo debate, no qual os participantes seriam todos pretos relatando casos racismo ao decorrer da vida, afim de transmitir a experiencia de vida para os telespectadores para que haja então uma maior conscientização sobre o assunto.