A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 24/07/2020

“Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não por sua cor de pele.” A frase do celebre Martin Luther King, faz alusão a  persistência do racismo na sociedade brasileira. Nessa perspectiva fica evidente, que medidas devem ser engendradas para se combater o racismo cultural vigente e todos os tipos de manifestações racistas precisam ser aniquiladas. Somente assim o racismo não passará de uma vaga lembrança de tempos vergonhosos, que só merecem ser lembrados para que nunca mais venham a acontecer novamente.

Em 13 de Maio de 1888, a princesa Isabel I assinou a Lei Áurea, que dava liberdade a todos os escravos residentes no Brasil, este foi o último país Ocidental a abolir a escravidão o que deixa evidente, o quanto a sociedade brasileira tem raízes profundas no racismo. Prova disso, é que mesmo os negros sendo 53% da população brasileira, a cada quatro pessoas que se formam no ensino superior uma é negra. Nesse cenário, muitos negros  infelizmente são desvalorizados por causa de sua cor de pele, não conseguem mesmo sendo competentes ter destaques em áreas políticas, artísticas e profissionais observa-se que poucos senadores e deputados são negros, além disso na mídia poucos negros possuem papeis importantes, o que os  deixam com pouca representatividade perante a sociedade. Logo, urge uma mudança.

Outrossim, é evidente inúmeras manifestações racista contra os negros, que enfrentam a descriminação e preconceito diariamente, a escravidão foi abolida a 132 anos, e o Brasil ainda continua a ser racista,  porque o racismo é uma ferida enorme que só cresce e nunca é curada na sociedade brasileira, pois o preconceito racial passa de pai para filho. Nesse víeis, o político Nelson Mandela afirmou que ninguém nasce odiando outra pessoa por causa de sua cor de pele,ou sua origem, ou sua religião, as pessoas precisam aprender a odiar e se podem aprender a odiar podem ser ensinadas a amar. Ademais, muitos pais demonstram atitudes preconceituosas, com palavras ou atos e seus filhos veem o exemplos de seus pais, que atravessam a rua quando um negro se aproxima ou se referem a pessoas de pele escura como “negrinho” ou “mulata”, chamam cabelo crespo de ruim, entre outras atitudes deploráveis. Urge portanto, uma mudança de mentalidade na sociedade que está se formando.

Fica evidente portanto, que medidas precisam ser tomadas para que o racismo se torne um capítulo remoto da história brasileira. Posto isto, faz-se necessário que o Ministério da Educação em consonância com as mídias e as famílias ensinem as crianças por meio de palestras, peças teatrais, desenhos e filmes sobre suas origens, enalteçam sua cor de pele e os façam ver que somos todos iguais, sem distinção de cor, com  o fito de produzir uma sociedade mais humana e sem preconceitos.