A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 27/07/2020
A tenacidade do racismo na sociedade Brasileira não é um problema atual, tendo em vista que este país foi construído sobre a escravidão dos negros africanos, na colonização portuguesa, em que os trabalhos obrigatórios e braçais eram executados por eles. Acerca disso, atualmente, o racismo está incluído em vários setores – tornando difícil a vida de muitos que buscam viver de forma igualitária. Com isso, notasse que esse problema necessita ser mitigado, uma vez que alguém se sinta ofendido perante algum ato, palavra ou gesto ofensivo.
A priori, segundo o filósofo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele, o que nos leva a pensar que o homem não nasce racista, torna-se”. Posto isso, a sociedade criou uma ideia de que o negro é um ser inferior aos demais, perpetuando esse conceito até os dias de hoje, de forma atenuada, porém ainda presente. É possível notar exemplos de comportamentos de desprezo a “sociedade negra”, quando o salário desses é inferior em analogia a outro que exerça o mesmo cargo; quando 60% da população carcerária do Brasil é negra ou parda e também concernente a classe mais pobre.
A posteriori, apesar de vermos diversas formas de manifestar rejeição a essa população, a discriminação racial mais prevalece é o velado – distinto, mas que pode ser considerado tão ruim quanto o racismo notório. Dessa forma, fica clara a necessidade de pleitear o problema em questão, reconduzindo o ambiente de convívio, nesse caso o Brasil, um local equilibrado e sem distinção de cor. Bem como proferido pelo músico Bob Marley, “enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho nos olhos, haverá guerra”.
Dado o exposto, é imprescindível frisar que, nós seres humanos, livremente da cor da pele, somos todos iguais. Além disso, para evitar que as próximas gerações perpetuem com a mesma linha de pensamento intolerante, é evidente que sejam tomadas medidas, O Ministério da Educação, através de ONGs, deve implementar atividades extracurriculares de conscientização em escolas de nível fundamental, ministradas pelas próprias vítimas de atos preconceituosos, para trazer a realidade para próximo das crianças de forma que elas entendam o que se passa. Em resumo, formar grupos e ideais distintos formando de entrosamento entre o coletivo, sendo assim, uma medida fundamental para que as pessoas socializem uniformemente uns com os outros sem qualquer tipo de indiferença relacionada a cor.