A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 06/08/2020

Em 1888, devido a pressões externas, o Brasil aboliu a escravidão.

Porém, as pessoas foram libertadas, sem nenhum tipo de reparação, sem formação, sem emprego, sem casa. Colocando essas pessoas as margens da sociedade, obrigando-as a fazerem o que fosse preciso para sobreviverem.

Mais de cem anos se passaram e as consequências desse passado, continuam presentes na nossa sociedade, uma delas é o racismo ainda sofrido pelos negros. Mas como eliminar esse problema enraizado no nosso pais por tantos séculos? como reparar os danos causados aos negros escravizados e consequentemente, de todos os seus descendentes? Essas questões são discutidas atualmente no Brasil e no mundo. A solução é a inserção dos negros em todos os segmentos da sociedade, mas como isso seria possível em um  pais onde negros e pardos mesmo sendo maioria da população, de acordo com o IBGE representam apenas uma de cada quadro pessoas com ensino superior, onde 70% das pessoas que vivem em situação de extrema pobreza são negras, onde a cada doze minutos uma pessoa negra é assassinada, onde sete em cada dez pessoas mortas em operações policias são negras. Visto isso, o caminho para resolver esse problema histórico é a educação, parafraseando Nelson Mandela: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.” Logo, temos que combater o racismo que está estruturado na sociedade, usando como arma a educação.

Garantindo por meio de politicas públicas educação de qualidade, não somente nas universidades, como também nos primeiros anos do ensino básico, gerando assim, cidadães conscientes de si e das lutas do próximo. Pois de acordo com a professora e filosofa, Angela Davis: ”Numa sociedade racista, não basta não ser racista é necessário ser antirracista”.