A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 07/08/2020

No Brasil, desde a colonização, há um processo de sincretismo, em que a cultura da nação sofre influência africana, europeia e indígena. Entretanto, o papel do português como colonizador há, até hoje, uma exaltação de tudo que vem do branco, desprezo e preconceito pelo que é de origem negra, tornando um país de fortes influências africanas, racista, que mesmo ciente de tal tortura, permanece ao longo dos séculos.

Com o passado histórico brasileiro demarcado pela opressão étnica, o racismo, gerador de violência, ódio e discórdia, tornou-se um fator cultural de extrema prevalência no país. Segundo Nelson Mandela: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”. A grande questão do preconceito é que valores de repulsão à diferença são doutrinados na sociedade e, para reverter à situação, é necessária uma mudança educacional que promova a igualdade e a harmonia.

Em virtude dessa discriminação amplamente difundida, a sociedade brasileira, em sua maioria, demonstra certa antipatia pela produção cultural negra e pela estética da etnia, o que é explícito e reforçado pela mídia. Nos meios de comunicação de massa, como o cinema, a televisão e a internet são visíveis à falta de espaço para a produção de origem afrodescendente e a ausência de papéis em filmes, séries e novelas para atores negros.

Fica evidente a necessidade de ação para a mudança do atual contexto de desigualdades entre raças, que continua assolando o país. Portanto, o Ministério da Educação deve realizar a inserção de tópicos fundamentais no currículo escolar para a formação cidadã, de modo a introduzir o estudo da história dos povos africanos, essencial para o entendimento da construção sincretista brasileira e também deve ser discutido nas aulas a importância do negro na sociedade e o seu legado cultural.

Além disso, cabe ao governo fornecer educação de qualidade para que o problema não se propague, as populações em geral promoverem campanhas instrutivas conscientizando as pessoas sobre a igualdade racial, para acabar com a intolerância vinda da ignorância e afeta ao indivíduo denunciar casos de discriminação racial para que a justiça possa ser feita.