A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 07/08/2020
Marthin Luther King, um dos maiores ativistas políticos do movimento negro, em seu discurso histórico, “I have a dream”, fez um apelo a necessidade de união e a coexistência amigável entre brancos e negros no futuro. Ainda sim, a persistência do racismo na sociedade brasileira, é um tópico rotineiro na atualidade, e no futuro esperado pelo ativista, tendo como causas no Brasil, o forte passado histórico racial do nosso país e suas posteriores consequências.
Deve-se pontuar que, na contemporaneidade na qual vivemos, o racismo ainda é, uma pauta de grande destaque, tendo em vista que, ele nunca saiu propriamente da nossa sociedade e perdura nela a mais de séculos com todo o período colonial e escravocrata vivenciado no Brasil, e sua abolição tardia e irresponsável, que não previu as grandes desvantagens que os pretos iriam enfrentar nos âmbitos sociais, partindo desde a educação, até a saúde. Essa irresponsável atitude do governo da época, fez com que a nossa sociedade se desenvolvesse nos moldes racistas, enfrentados até os dias de hoje, com diversas desigualdades sociais e com supremacistas, que alegam que sua raça é hierarquicamente superior a outras, criando assim um sistema de marginalização contra inocentes.
Mas além disso, ainda temos todas as consequências que esse sistema racista e desigual tem a nos oferecer, como um exemplo, de Rosa Parks, uma mulher preta, que se recusou a ceder o seu lugar em um ônibus para um homem branco, no ano de 1955, se voltando contra o sistema e alegando que “não tinha nem ideia de que estava fazendo história. Só estava cansada de me render”, sendo esse um dos grandes marcos do movimento negro para a época, que cada vez mais fomentava os negros pela posse de seus direitos, até então muito restritos.
Com base nos dados históricos, apresentados anteriormente, é necessário que os governos e instituições de ensino tomem providências quanto a essa questão que, já está perjurando a séculos em nossa sociedade, por conta de erros irresponsáveis do passado, investindo em trabalhos negros e em pessoas negras, e ensinando aos jovens sobre igualdade e sobre como a superioridade racial não existe, devido ao fato que, só existe uma raça, a humana. Os governos em parcerias com as escolas, e com suas determinadas regiões, poderiam fazer campanhas para arrecadar fundos, para o investimento desses trabalhos, e ao colocar estes jovens para trabalhar, conjuntamente, para um bem maior, os próprios já teriam uma ligação maior com a igualdade, que a sociedade deveria empregar, tais campanhas e ensinamentos de igualdade, poderiam acontecer nas respectivas instituições de ensino como atividades extras em períodos de extraclasse.