A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 07/08/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem-estar social. Conquanto, a persistência do racismo no Brasil impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupa a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado deste contraste é claramente refletido em problemas como: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os negros recebem até 31% menos no mercado de trabalho, comparando com trabalhadores brancos. Embora estejamos em pleno século XXI, o preconceito racial ainda é uma realidade cotidiana, o que é inadmissível.

Faz-se mister, ainda, salientar que os negros estão mais expostos à violência. De acordo com o estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, tendo em vista casos registrados entre 2005 e 2015, 71% das vítimas de homicídios no Brasil são negras. Apesar da criação da lei que criminaliza a discriminação por raça ,assim como disse Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Logo, infelizmente, levará muito tempo até que uma sociedade íntegra seja alcançada.       Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. É fundamental que o Estado, juntamente com a mídia, se encarreguem de enaltecer o tema de maneira dinâmica por meio de documentários, palestras e debates, com o intuito de conscientizar as pessoas sobre a igualdade entre as raças, promovendo, assim, a integração da minoria à sociedade. Dessa forma, espera-se desenvolver, aos poucos, uma melhora nas condições de tal grupo.