A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 07/08/2020
Com a vinda dos escravos da África, chegou no Brasil a cultura afrodescendente. Trazendo sua culinária, religião e etnia para a antiga colônia portuguesa. Essa herança da era colonial tão cruel e desumana, influenciou diretamente nas relações sociais que estão presentes nos dias de hoje.
Com a abolição da escravidão, mesmo “livres”, os negros estavam presos ainda aos seus antigos donos. A escravidão foi substituída por uma mão de obra barata, com péssimas condições trabalhistas, já que após a lei Áurea, surgiu então a lei de terras, que dava a condição de compra de propriedades. Assim, os antigos escravos tiveram de voltar às antigas fazendas, por não terem posse de nenhuma morada e se submeterem a suas antigas funções.
Da mesma forma, essa cena se repete nos dias de hoje, talvez de forma mais sutil, mas com certeza, essa sutileza entra em evidência quando a cor da pele define o seu destino.
Os negros ainda são a classe C da população brasileira, segundo o IBGE, dos 13,5 milhões de brasileiros que vivem em extrema pobreza, 75% são negros. Como consequência disso, muitas vezes são discriminados ou influenciados a ingressarem no crime, entre os presos, 61,7% são pretos ou pardos. São a maioria dentro do sistema carcerário. Da mesma forma, as mulheres negras ainda são o maior alvo de estupro e de violência doméstica, segundo o site Fundo Social Elas, “64% das mulheres assassinadas no Brasil são negras e que, das 2,4 milhões de mulheres que sofreram violência em 2013, 1,5 milhão são negras.”
Contudo, esses fatos apontam que mesmo com os direitos atuais, o racismo ainda é destacado na sociedade brasileira, mesmo o Brasil sendo um país tão diverso culturalmente e etnicamente.
Conclui-se que a população negra não está em uma posição de equidade em relação aos brancos. Logo, as escolas privadas deveriam oferecer bolsas integrais junto ao governo, para que ao menos 30% de seus alunos, sejam negros. Da mesma forma, livros como de Djamila Ribeiro, “Pequeno manual antirracista”, deviam ser propostos como leituras obrigatórias. Para que assim, no futuro, a educação transforme vidas e pensamentos retrógrados, logo, teremos uma sociedade menos desigual.