A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 10/08/2020
Segundo a Hannah Arendt, historiadora e filósofa alemã, “A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”. Contudo, a marginalização social pertinente no Brasil não trouxe avanços para a sociedade atual, uma vez que inúmeras pessoas sofrem com ofensas durante o seu dia. Nesse contexto, tal processo é executado por pessoas que buscam exibir sua suposta superioridade econômica, intelectual, dentre outros, querendo assim menosprezar o outro. Sob tal ótica, esse cenário desrespeita a barreira social que um indivíduo pode impor ao outro, ao invadir a privacidade e ao emitir um preconceito.
De acordo com Nicolau Maquiavel, “Os preconceitos têm mais raízes do que princípios”. Nessa lógica, os comportamentos desrespeitosos utilizados por pensamentos enraizados desde o auge da escravidão, confrontam o pensamento de Maquiavel, visto que cada indivíduo é merecedor de respeito e não deve se respeitá-lo como algo inanimado. Dessa forma, é notório que a prática de democracia no dia a dia de muitos cidadãos é pouco exercida e torna-se um reflexo de uma sociedade patriarcalmente branca de séculos atrás, na qual a relação entre o preconceito e desrespeito prevalecem. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.
Ademais, é valido ressaltar que, de acordo com Léon Blum, “Toda a sociedade que pretende assegurar a liberdade aos homens deve começar por garantir-lhes a existência”. De forma análoga, a ignorância que há no nosso corpo social vai de encontro com os pensamentos de Blum, dado que se alguém difere da maioria, ela é completamente discriminada. Com base nisso, o uso da compreensão e respeito ao próximo deve-se inferir, visto que o racismo, que acompanhado do bullying, é prejudicial para a ordem social e, por conseguinte, torna-se contestável quando executado sem consentimento.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem a manipulação do comportamento dos usuários, sem haver a quebra de privacidade de cada ser. Logo, a fim de ter um controle moderado, deve-se, por conta das organizações sócio-políticas de cada nação se juntarem e discutirem sobre a situação atual vivida, na qual deleguem leis que impeça a continuidade desse preconceito, racismo. No entanto compete ao cidadão fica r atento com cada intolerância praticada, onde no Brasil, possuímos o ‘’dique 100’’, que funciona diariamente por 24 horas com o objetivo de receber denúncias anônimas envolvendo casos de intolerância, o serviço pode ser considerado o ‘’pronto socorro’’ dos direitos humanos. A partir dessas ações, a essência dos direitos humanos, como disse Hannah Arendt, é direitos a ter direitos.