A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 11/08/2020

Durante o período colonial do Brasil, a mão de obra era predominantemente escrava e os escravos, em sua maioria, negros. Desde então, a população negra é alvo de racismo e injustiças provenientes da população branca. Além disso, os negros, assim como índios, pardos e muitas outras minorias, enfrentam dificuldades na inserção no mercado de trabalho, bem como violência e exclusão.

De acordo com o IBGE, aproximadamente 20% dos negros e pardos e 15% dos brancos estavam desempregados no Brasil em 2018. Essa disparidade comprova que empregadores ainda apresentam preferência por empregados brancos. Nessa logica, demonstra-se o racismo institucional, que é qualquer sistema de desigualdade que se baseia em raça, praticado por instituições e comprovado por números, dados e estatísticas

Ademais, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, de 2005 a 2015, 71% das vítimas de homicídios no Brasil são negras.  Nesse contexto, torna-se explícito o racismo da sociedade brasileira. Mas também, o fato dos negros estarem inseridos, majoritariamente, em uma parcela menos favorecida de sociedade, com altos Índices de violência contribui com a elevação deste dado. Sem contar com as baixas perspectivas de melhora na qualidade de vida as quais essa parte da população desfruta, tendo em vista a sociedade extremamente racista.

Portanto, torna-se evidente a presença do racismo na sociedade contemporânea, tendo em vista as condições e oportunidades inferiores proporcionadas a pessoas negras, pardas e minorias distintas. Logo, é dever das autoridades estatais, por meio da delegação e implantação de políticas de combate ao racismo, o término da atual segregação racial que acontece no Brasil. A fim de que as parcelas discriminadas da sociedade desfrutem de igualdade e liberdade, e assim, aspirem melhores condições de vida.