A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 20/08/2020

Com a escravidão no Brasil durante o período da colonização portuguesa, se iniciou um processo de formação da nação brasileira e seus aspectos socio-culturais. Diante disso, o país cobriu-se com desigualdades e  preconceitos raciais, um problema grave na sociedade contemporânea, sobretudo brasileira. Tal posto, é possível perceber marcas do racismo na tamanha porcentagem negra na população marginalizada e sua pouca representatividade perante a classe política e dominante.

É importante salientar, que o Brasil está em primeiro lugar como o país com maior número de negros fora da África no mundo. Nessa situação, essas pessoas são maioria nos índices demográficos brasileiros, assim como, nas escolas públicas, periferias e presídios, tudo isso, devido a exclusão sofrida pós-escravidão e a situação marginal sujeita a comunidade negra, destarte, grande parte se encontra na classe menos abastada e/ou pobre da sociedade.

Nota-se a ausência de negros no que se refere a representatividade política e midiática devido a falta de oportunidade para esses indivíduos crescerem socialmente. São poucas dessas pessoas dentro do setor político do país, com isso, são limitadas as medidas tomadas para a diminuição das práticas racistas, além de uma pequena presença negra na televisão, imagem de acensão de um povo excluído e marcado de preconceitos.

Enfim, percebe-se a persistência do racismo implantado em diversas vertentes da sociedade brasileira atualmente. Portanto, é de suma importância a parceria de escolas com a mídia local para a produção de conteúdos conscientizadores, não apenas no Dia da Consciência Negra, mas durante todo o ano letivo, a fim de ensinar às crianças e adolescentes a importância do respeito e da igualdade e levar essas ideias para outras pessoas por meio de redes sociais e canais abertos, para uma maior abrangência e uma melhor formação dos ideais anti-racistas na comunidade brasileira.