A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 21/08/2020
A obra de arte de Pablo Picasso, “Guernica”, expressa uma civilização em conflito por um motivo que nenhum dos integrantes buscam combater. De modo similar, a atual sociedade não vê o racismo como uma batalha que necessita de medidas proposta pelo Estado para finalizar esse conflito e propor equidade. Portanto, um dos motivos da persistência do preconceito racial é a falta de representatividade negra em cargos administrativos e um dos resultados é a opressão da voz afrodescendente.
Em primeira análise, nas últimas eleições os indivíduos com muita melanina não têm sido eleitos pelo preconceito estingado na sociedade. De acordo com o filme " Mandela: O caminho para a liberdade", produzido em 2014, mostra a revolução realizada quando um negro esteve no poder e trouxe mais importância a opinião dos inferiorizados pela pele. Sendo assim, os administradores do país devem trazer medidas para que houvessem mais diversidade nas eleições.
Em segunda análise, a ausência de ideais vindo de pessoas inferiorizadas por questões fenotípicas envolve diretamente o modo de tratamento dos mesmos no Brasil. Para exemplificar isso, a cantora Elza Soares, na música “Carne Negra”, demostra que a realidade de um coletivo deturpado pela escravidão, no qual ainda permanece com alguns valores presos no passado. Deste modo, fica notório que o antigo problema da antipatia étnica precisa de maior debate para sua resolução.
Mediante os fatos abordados, com menos negros na politica, suas causas ficam mais distantes de serem resolvidas e aumentam a tirania racial. A fim de solucionar essa temática, o Ministério Público Eleitoral em parceria com a Organização das Nações Unidas, deve fazer um projeto objetivando mais afrodescendentes em cargos importantes. Para realizar a ação, o Estado deveria exigir dos partidos políticos que alternassem os seus representantes, um branco e um não branco, com campanhas que promovessem a equidade racial. Tendo como resultado um país menos racista e com governantes que saberiam na pele a dor do preconceito.