A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 24/08/2020
A Lei Áurea, assinada em 1888 pela princesa Isabel, aboliu a escravidão, no entanto, não permitiu que os ex-cativos vivessem normalmente na sociedade, pois não lhes foram concedidos nenhuma lei de reiteração no mercado de trabalho, ou seja, eles estavam sozinhos e reféns da própria sorte. Atualmente, no Brasil, apesar de ter tido muitos avanços, os negros são as maiores vítimas de agressão, assassinato e discriminação. Isso ocorre devido o racismo que persiste na sociedade, que é evidenciado nas desigualdades salariais e no crescente número de negros mortos no Brasil.
Em primeira análise, em pleno século XXI, a discriminação e o preconceito são as causas da morte de várias pessoas negras. Entre muitos exemplos, o assassinato de João Pedro, uma criança estudiosa, de 14 anos, que estava brincando com amigos na casa de seu tio em São Gonçalo-RJ, quando policiais fortemente armados invadiram a casa e dispararam tiros, os quais um deles atingiu o garoto. Essa tragédia causou revolta, e gerou diversas manifestações acerca dá violência que a população negra é submetida.
Em segunda análise, a prática do racismo é considerada um crime inafiançável, com pena de até três anos de prisão. No entanto, as pessoas ainda insistem em praticá-lo, por exemplo, nas disparidades salariais. De acordo com pesquisas do IBGE, em 2018, trabalhadores brancos receberam em média cerca de 75% a mais do que pretos e pardos. Logo, isso aumenta a desigualdade social e, apesar de não ser uma desculpa, é o fator que mais impulsiona a criminalidade, e consequentemente, o aumento de indivíduos negros mortos.
Portanto, torna-se notória a necessidade de medidas para que a população negra consiga viver, e não só sobreviver. Urge então, que a Secretaria de Educação, em parceria com a mídia, grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião, elucide a população acerca das terríveis consequências do racismo, por meio de palestras nas escolas e propagandas ou minisséries pela televisão. Dessa forma, a população estará consciente das diversas formas que o racismo mata. Só assim, haverão chances de mudanças para que não se repitam tragédias como a de João Pedro.