A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 27/08/2020

Etnocentrismo trata-se de um conceito antropológico usado para definir atitudes das quais são considerados certos hábitos e condutas superiores aos de outrem com isso, trouxe`à tona vários tipos de preconceitos entre eles o racial, que por décadas persiste na sociedade brasileira. Isso evidencia-se tanto pelos díspares que ocorre primeiramente no ambiente escolar, mas também a uma visão distorcida do afrodescendente o qual vêm desde a época da colonização escravocrata sempre associando-o com a criminalidade.

Em primeira análise, destaca-se a maneira desigual como são tratados qualquer pessoa que por algum motivo não “ encaixa-se” nos padrões impostos pela sociedade, de modo particular os cidadãos de pele escura, que diariamente passam por discriminações, infelizmente o primeiro local no qual acontece essa distinção é dentro das redes de ensino. Segundo o portal de notícias Brasil Atual, mostra que evasão escolar é maior entre os jovens negros, e quase a metade dos homens de 18 a 24 anos não concluíram o ensino médio, o qual é principal motivo por não chegarem a 20% nas cotas universitárias. É inadmissível que apesar de ser um país subdesenvolvido ainda haja em pleno século XIX tamanho despreparo das intuições educacionais em relação às diversidades raciais, quando sabe-se que há uma miscigenação muito presente no Brasil.

Cabe também ressaltar, o descaso do setor policial referente aos afrodescendentes que por vezes associa-os com “bandidos” simplesmente por serem negros e pelas suas vestimentas o qual acabam sendo perseguidos como suspeitos em estabelecimentos públicos como: shoppings, supermercados entre outros, tudo pelo fato  de que esse preconceito já é algo concebido e estigmatizado pela agremiação. Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), no ano de 2014, com base nos dados coletados no fim de 2013 , apontou que os negros do país são os mais assassinados por guardas policiais. Infelizmente não está tendo a mudança que precisava-se ter na questão do racismo, ao invés disso, colocando-se no lugar um retrocesso inaceitável.

Em virtude dos fatos mencionados, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC), aliado ao Poder Executivo, tomem providências cabíveis para mudanças efetivas nesse quadro. Primeiramente, torna-se necessário o investimento de verbas nas instituições educacionais para melhorar a qualidade de ensino e que seja incluído na base curricular o aprendizado da cultura afrodescendente, o Poder Executivo por sua vez, numa reestruturação na polícia, havendo um treinamento para saber-se lidar sem violência nas abordagens mas também, na seletividade dos agentes. Assim, portanto, minimizando as hierarquias que o etnocentrismo traz consigo.