A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 25/08/2020

A Lei Áurea, assinada em 1888 pela princesa Isabel, aboliu a escravidão, no entanto, não permitiu que os ex-cativos vivessem normalmente na sociedade, pois não lhes foram concedidos nenhuma lei de reiteração no mercado de trabalho, ou seja, eles estavam sozinhos e reféns da própria sorte. Atualmente, no Brasil, apesar de ter tido muitos avanços, os negros são as maiores vítimas de agressão, assassinato e discriminação. Isso ocorre devido ao racismo que persiste na sociedade, que é evidenciado nas desigualdades salariais e no crescente número de negros mortos no Brasil.

Em primeira análise, em pleno século XXI, a discriminação e o preconceito são as causas das mortes de várias pessoas negras. Diante disso, é raro existir um negro que não tenha passado por alguma situação constrangedora em virtude do racismo enraizado, tal como ser confundido como funcionário ao invés de cliente. Ademais, entre muitos exemplos, o portal de notícias G1 relatou sobre o assassinato de João Pedro, uma criança de 14 anos, que estava brincando com amigos na casa de seu tio em São Gonçalo-RJ, quando policiais fortemente armados invadiram a casa e dispararam tiros, os quais uma das balas atingiu o garoto. Essa tragédia causou revolta, e gerou diversas manifestações acerca da violência que a população negra é submetida e da necessidade da desconstrução do preconceito.

Em segunda análise, a prática do racismo também persiste na sociedade brasileira mediante as disparidades salariais. Nesse viés, de acordo com pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, em 2018, trabalhadores brancos receberam em média cerca de 75% a mais do que pretos e pardos. Sendo assim, é visível que os negros são constantemente prejudicados pelo racismo que está enraizado na sociedade.

Portanto, torna-se notória a necessidade de medidas para que a população negra não sofra mais as consequências dessa segregação racial. Urge então, que a mídia, grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião, elucide a população acerca das terríveis consequências do racismo, por meio de propagandas ou minisséries pela televisão. Dessa forma, a população estará consciente das diversas formas que o racismo mata. Só assim, haverão chances de mudanças para que não se repitam tragédias como a de João Pedro.