A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 28/08/2020

Barão de Itararé, um dos criadores do jornalismo alternativo durante o período de ditadura no país, estava certo ao dizer: ’’ O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós ‘’. Nesse sentido, a persistência do racismo na sociedade brasileira se apresenta como um dos nós a serem desatados. Nesse contexto, a violência policial e o ‘‘bullying’’ escolar mostram-se como os principais fomentadores dessa problemática.

Primeiramente, é preciso destacar a violência policial como um dos problemas dessa temática. De acordo com escritor Alphonse Louis, ’’ Eu sou da cor daqueles que são perseguidos ‘’. Desse modo, no Brasil, cerca de 53% da população negra já sofreu algum tipo de agressão policial seja física o psicológica, segundo o ‘‘IBGE’’ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Além disso, é válido ressaltar o bullying escolar como impulsionador dessa entrave. Muitas crianças e jovens já sabem a sensação de sofrer bullying por causa da sua cor de pele. Dessa forma, muitos alunos acabam desistindo da escola por terem sofrido racismo e também de não serem apoiado pela direção escolar, que por muitas acham que é só brincadeira entre os alunos.

Portanto, é dever do Poder Legislativo, instância que regula o Estado, elaborar estratégia para combater a violência policial, por meio de leis, com a finalidade diminuir os casos de agressões contra os negros. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, órgão máximo dos aspectos educacionais no país, criar projetos para acabar com o bullying nas escolas, por intermédio de palestras e debates com os alunos, com a participação de psicólogos , com objetivos de reduzir o número de racismo no ambiente escolar.