A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 13/09/2020

A série “Coisa mais linda”, que retrata o Brasil de 1959, mostra como a sociedade da época era racista, com negros ocupando sempre cargos mais baixos que brancos e sendo associados a esteriótipos. Tal fato ainda é comum nos dias atuais, estampando a persistência do racismo na sociedade brasileira. Sendo assim, é necessário uma mudança imediata em muitas ações do cotidiano.

Classifica-se cultura afro-brasileira as expressões culturais do Brasil que tiveram influência da cultura africana, sendo algumas delas: músicas, culinária, festas populares e religião. Mesmo tão presente na vida do povo brasileiro, a população negra ainda sofre muito preconceito. Pontes, um ativista iniciado no Candomblé, diz que a mídia reproduz imagens ruins sobre o assunto, e que falta espaço para mostrar toda a riqueza desses costumes.

Além disso, a falta de representação de pessoas negras, principalmente na política, é recorrente. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 53% da população brasileira não é branca, mas os negros são representados por apenas 15,4% dos juízes, 30% dos senadores, 20% dos deputados federais e 0% dos ministros do Supremo Tribunal Federal e ministros do executivo.

Portanto, é inegável a presença do racismo no Brasil e, assim, torna-se essencial uma transformação nos atos da sociedade, visando o fim da desigualdade racial. Cabe ao governo, por meio do Ministério da Educação, ampliar e fiscalizar melhor o sistema de cotas nas universidades brasileiras. Assim como é dever da família apresentar a cultura negra, sem tratá-la com inferioridade, desde a infância para as crianças e ensiná-las a denunciar o racismo.