A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 25/09/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma Sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a não efetivação de tal ideal como, por exemplo, a persistência do racismo na Sociedade brasileira, verifica-se que essa ideia Iluminista é constatado na teoria e não efetivamente na prática logo a problemática insiste intrinsecamente.
outrossim, com o passado histórico brasileiro demarcado pela opressão étnica, o racismo, gerador de violência, ódio e discórdia, tornou-se um fator cultural de extrema prevalência no país e, por isso, deve ser urgentemente, combatido. Segundo Nelson Mandela: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”. A partir dessa afirmação de um dos símbolos da luta contra a segregação de raças, há a comprovação de que a grande questão do preconceito é que valores de aversão à diversidade são doutrinados na sociedade e, para reverter a atual situação, é necessário uma mudança educacional que promova a igualdade e a harmonia.
Nessa perspectiva, cabe ressaltar, que 78% dos pobres do Brasil e 65% da população carcerária é negra, segundo o instituto brasileiro de geografia e estatística, com dados de 2018. Ademais, cargos de menor qualificação e salário são de ocupação predominante dessa população, ainda de acordo com a pesquisa. Nesse sentido, deprede-se que os resquícios da escravidão, em uma perspectiva socioeconômico- cultural, nunca foram superados. dessa maneira, mais trabalho, mais violência e menos dinheiro traduzem uma dívida, que historicamente gera desigualdades, e como tal, necessita ser quitada.
Dessa forma, fica evidente a necessidade de ação para a mudança do atual contexto de desigualdades entre raças, que continua assolado o país. Portanto, o Ministério da Educação deve realizar a inserção de tópicos fundamentais no currículo escolar para a formação cidadã, de modo a introduzir o estudo da história dos povos africanos, essencial para o entendimento da construção sincretista brasileira e também deve ser discutido nas aulas de Sociologia a importância do negro na sociedade e o seu legado cultural. Além disso, o Ministério da Cultura deve usar de seus recursos para ampliar o incentivo à produção artística afrodescendente, que por meio de discussões inovadoras e personagens diferenciados, promova a diversidade da cultura e a desconstrução da imagem estereotipada que difama o negro, assim alcançar-se-á um Brasil melhor.