A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 26/09/2020
Durante o período de colonização brasileira, sabe-se que a forma de mão de obra empregada era a escravidão, que durante certo tempo utilizou os povos indígenas e logo depois os africanos, com a justificativa de que esses povos eram inferiores por possuírem uma cultura diferente das demais conhecidas e que, justificativa de apoio do clero, eram povos com a marca de Caim e deveriam pagar pelos pecados. Dessa forma, por motivo da enraização de um pensamento conservador na sociedade do Brasil, vê-se a persistência do racismo até hoje.
Com o decorrer dos anos, afirmando o pensamento de que o humano tem medo do que não conhece, do que é diferente, o racismo se torna mais presente no dia a dia. Segundo dados do IBGE 2010, a maior parte da população de favelas brasileiras são de pessoas negras, consequência direta da má distribuição de rendas, desde o período colonial, e da falta de oportunidades direcionadas aos afrodescendentes. Logo, observa-se que o números de negros em universidades federais sempre foram menores que os brancos.
Consequentemente, pela falta de oportunidades igualitárias e falhas consistentes no sistema politico, em âmbito geral, sempre houve a presença de um pré-julgamento social de um individuo apenas por apresentar mais melanina, como por exemplo a falacia de que a melhor oportunidade de um negro é investir na carreira esportiva, uma vez que o ensino é falho e preconceituoso. Portanto, mostra-se que uma característica presente e evidente de racismo no Brasil é o preconceito cultural-musical com o samba por pessoas de elevada “categoria social”. Outrossim, desde a Era Vargas, quando adotando marchinhas do samba, retratava o negro da favela como preguiçoso.
Diante dos fatos expostos, urge a melhoria no sistema de cotas, o qual serve como reparação histórica aos afrodescendentes, até que o Estado junto ao Ministério da Educação consiga melhorar o ensino básico em todo o território nacional. Desse modo, faz-se necessário, também, uma reeducação social e rigor em cumprimento da lei, que garante que o crime de racismo é inafiançável. Assim, para ter como consequência, um Brasil mais igualitário e com a melhoria da harmonia social.