A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 21/09/2020
O escritor Stefan Zweig, mudou-se para o Brasil devido as perseguições nazistas na Europa. Nesse contexto, o escritor austríaco foi bem recebido e criou a obra “Brasil, país do futuro”. Contudo, de maneira lastimável, o racismo na sociedade brasileira vai de encontro ao texto descrito na obra. Sob esse aspecto, dois fatores são relevantes, o modelo patriarcal da sociedade, como também a falta de empatia das pessoas. Com isso, convém analisarmos as consequências de tal postura negligente para a sociedade.
Em primeiro plano, é preciso atentar para o espelho venerável presente na questão. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. No entanto, observa-se que desde a colonização do país, o exemplo social brasileiro não têm favorecido todos os cidadãos do país, seja pela cor, raça ou classe social, haja vista que nenhuma das vitimas tem a confiança de andar seguro pelas ruas e bairros das cidades que habitam. Também é possível perceber que no mercado de trabalho, pretos e pardos enfrentam mais dificuldades nas progressões da carreira, na igualdade salarial e mais vulneráveis ao assédio moral, afirma o Ministério Público do Trabalho.
Outrossim, a falta de empatia do próximo ainda é um grande empasse para a resolução da problemática. Na obra “Modernidade líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade cultural é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange ao racismo no país. Essa liquidez que influi sobre a questão da carência de igualdade dos brasileiros funciona como um forte empecilho para sua resolução, tendo em vista que, nem todos os cidadãos se importam em amenizar a antipatia racial, tendo como consequência o sofrimento de muitos habitantes que são vitimas do racismo.
Portanto, para que a discriminação rácica deixe de fazer parte da realidade brasileira, medidas precisam ser tomadas. Logo, é necessário que famílias, em parceria com as Prefeituras das cidades, exijam o cumprimento do direito constitucional para a segurança dessas vítimas. Essa exigência deve ser por meio de greves e reclamações coletivas, com descrição de pessoas que sofrem ou sofreram com esse problema. Além disso, o MEC (Ministério da Educação) deve instituir nas escolas, palestras ministradas por psicólogos e professores que defendam a importância da vida, inclusive a negra. Dessa forma, todos os cidadãos atuarão ativamente na mudança da realidade brasileira.