A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 28/09/2020
A LUTA CONTRA O PASSADO
No Brasil, o racismo, que é o preconceito com pessoas que possuem diferentes raças ou etnias, ganhou forma com a chegada de africanos, no período da colonização portuguesa. Devido à essa prática, ainda muito comum, muitos negros são mortos por policiais, ademais, essas práticas resultam em uma disparidade de oportunidades no mercado de trabalho. Em primeira análise, negros são as principais vítimas durante ações policiais, o que é reflexo do racismo. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 75,4% das vítimas da letalidade policial eram pretas ou pardas, jovens e do sexo masculino. Esse preconceito enraizado interfere na segurança dessas pessoas, uma vez que, profissionais que deveriam zelar pela segurança de todos, sem distinção de raça ou etnia, acabam colaborando com a permanência dessa prática.
Além disso, cargos importantes - como, por exemplo, gerência de departamentos - são dominados por brancos, embora a maioria da população seja negra. Segundo o IBGE, 68,9% dos cargos gerenciais, que, geralmente, necessitam de pessoas com ensino superior, são ocupados por brancos, haja vista que, em universidades, negros são a minoria, por conta de que, antigamente, estes foram privados do acesso à faculdade. Ou seja, ainda hoje, negros e pardos sofrem com decisões históricas, isto é, preconceitos que estão enraizados na sociedade brasileira.
Portanto, devido à um preconceito histórico, negros ainda sofrem com o racismo. Sendo assim, para que, cada vez mais, essas discriminação seja extinta da sociedade brasileira, é necessário que a Secretaria de Segurança Pública ofereça consultas gratuitas com psicólogos aos policiais, além de que, caso haja a confirmação de racismo por parte do policial, este seja demitido por justa causa. Dessa forma, negros e pardos ficarão mais seguros, e o racismo será menos notório no Brasil.