A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 30/09/2020
Na sociedade brasileira, a ocorrência de casos de racismo vem notabilizando-se como uma adversidade substancialmente comprometedora da segurança no país. Diante disso, é evidente o desafio para combater essa circunstância desafiadora, que é ainda agravada tanto pela negligência de instituições formadoras de valores comportamentais quanto pela ineficácia de ações políticas.
Em princípio, pelo racismo estar enraizado na cultura brasileira, grande parte das famílias e outras instituições sociais, como as escolas, omitem-se no repasse de informações acerca dessas questões, além de não criarem um ambiente seguro e acolhedor para que esse assunto seja levantado sem julgamentos pelas vítimas. Com isso, muitas pessoas têm pouca ou nenhuma instrução de como se proteger desse tipo de crime, o que facilita a ação dos criminosos. Nesse sentido, verifica-se que, mesmo após avanços na área da justiça, ainda há muita desinformação e negligência a respeito de crimes de racismo por parte dos brasileiros, o que faz com que, muitas vezes, os direitos do cidadão permaneçam apenas no papel.
Ademais, no contexto relativo à questão pública, as campanhas feitas pelo Estado a fim de educar os cidadãos sobre a denúncia de crimes raciais são, por vezes, ineficientes, visto que não chegam à boa parte da população. Prova dessa debilidade são dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), que mostram que, em 2016, a taxa de homicídios de negros foi duas vezes e meia superior à de não negros, o que exibe a atual gravidade do problema e a falta de medidas efetivas para combatê-lo. Logo, indubitavelmente, é necessário maior engajamento por parte das autoridades competentes para resolver a questão do racismo no Brasil.
Portanto, fica evidente a necessidade de combater o crime de racismo no Brasil. Para isso, é necessário que o Governo Federal intensifique informes educativos à população, por meio das redes sociais ou de parcerias com o Ministério Público em campanhas de esclarecimento popular, os quais elucidem cada vez mais pessoas sobre a legislação associada ao combate ao racismo e sobre os mecanismos de denúncia dessa prática vil, como o Disque 100, serviço oferecido pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, pois o combate a esse ilícito é intrinsecamente relacionado ao aumento dos relatos a autoridades policiais ou jurídicas. Além disso, urge que mais famílias e escolas, como instituições fundamentais para a formação psicossocial de crianças e adolescentes, previnam abordagem de racistas, mediante, respectivamente, debates domésticos e seminários ou cartilhas estudantis, visto que essas práticas têm o potencial de consolidar uma cultura de prudência. Assim, será possível inviabilizar o êxito da ação de indivíduos criminosos.