A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 15/10/2020
A Constituição Federal estabelece como objetivo fundamental do Brasil, a promoção do bem de todos, sem preconceito de origem, raça, cor, idade, sexo e quaisquer outras formas de discriminação. Todavia, como a abolição da escravidão foi realizada sem nenhum tipo de política social, os reflexos dessa ainda persistem. Isso explica, o racismo estrutural e a desigualdade com os brasileiros pretos. Em consonância com o antropólogo Darcy Ribeiro, “o Brasil, último país a acabar com a escravidão, tem a perversidade intrínseca na sua herança, o que torna a classe dominante enferma da desigualdade, e do descaso”. Assim, é possível afirma que o racismo estrutural advém do período escravagista. Constata-se que são práticas discriminatórias efetivadas no contexto social como normais, por exemplo: falas racistas, como cabelo ruim (crespo), você é negra, mas tem alma de branco, que mulher negra bonita, entre outros termos. Ademais, apesar de serem cinquenta e seis porcento da população brasileira, em conformidade com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, esses não ocupam cargos de prestígios, e nem de representatividade política o que é uma consequência do racismo velado do país. Indubitavelmente, que as práticas discriminatórias raciais provocam reflexos no cotidiano dos indivíduos pretos, como a violência policial, haja vista, que é um tipo de racismo institucional. No ano de 2020, a morte de um homem negro conhecido como George Floyd por um policial branco, após ser imobilizado e não oferecer perigo a autoridade, gerou uma onda de protestos no mundo. Apesar de existir leis que punem a injúria racial, as penas são ínfimas, o que tornam as normas penais ineficazes quando se trata de coibir esses atos. Em suma, para erradicar o racismo estrutural a as desigualdades que advém dele, é necessário investir na educação e em política afirmativas, como as cotas raciais para o ingresso nas faculdades públicas. Desse modo, o governo deveria dar mais importância nas grades curriculares para a história da escravidão e da cultura africana, como forma de conscientização os alunos das atrocidades naquele período e dos reflexos na atualidade. Por fim, o objetivo é construir uma sociedade livre, justa e e igualitária.