A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 21/10/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito à dignidade e a educação. Entretanto, nota-se que no Brasil a persistência do racismo impossibilita que uma parcela da população usufrua desse direito internacional na prática. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o precário serviço de educação e o preconceito.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a ausência da educação de qualidade impulsiona a problemática. Nesse viés, obeserva-se que a falta de oportunidades no acesso ao ensino superior é um empecilho na ascensão social dos negros e promove a continuidade do racismo no Brasil. Tal fenômeno comprova-se por meio de dados do Ministério da Educação e Cultura (MEC), o qual prevê que apenas 34% desses indivíduos estão presentes nas universidades e faculdades no ano de 2020. Diante dos fatos, torna-se imprescindível ações governamentais para promover melhorias no ensino das escolas públicas.

Outrossim, é válido ressaltar que o preconceito corrobora com a conjuntura. Nessa lógica, o racismo é pertinente na sociedade desde o período de colonização do Brasil, no qual principalmente negros afro-brasileiros eram escravizados nos engenhos de  açúcar dos portugueses, sendo discriminados e torturados. Devido a isso, hodiernamente ,é notório  que muitos indivíduos ainda tem a visão de que os brancos são superiores aos negros. Por conseguinte, esse olhar racial ocasiona a violência física e psicológica desses indivíduos. Dessa forma, é substancial que órgãos públicos tomem providências para reverter tal panorama social.

Em síntese, a observação dos fatos presentes na sociedade reflete a urgência de viabilizar medidas para mitigar esse quadro caótico. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, promover políticas públicas no ensino das escolas brasileiras, como a capacitação e valorização dos professores e a inserção da tecnologia dada junto a plataformas de ensino a distância, a fim de que os negros tenham oportunidades no acesso ao ensino superior. Ademais, cabe ao Ministério da Justiça, por intermédio das redes sociais, concientizar e incentivar a população a denunciar qualquer tipo de discriminação racial, fazendo palestras e disponibilizando números para ligação, a fim de evitar a continuidade do preconceito e violência contra negros. Enfim, será possível construir uma coletividade na sociedade fiel aos ideais da Declaração Universal dos Direitos Humanos.