A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 27/10/2020
Com a criação do IHGB - Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - no século XIX, em pleno Período Monárquico, nota-se, nas elites sociais, a já existência de racismo e exclusão dos negros na sociedade brasileira, uma vez que, um de seus principais objetivos era o embranquecimento da população. Por conseguinte, o branqueamento populacional só seria possível com o fim da escravidão e o incremento de políticas imigratórias. Dessa maneira, o preconceito recém impregnado na sociedade passa a se tornar presente na vida desses imigrantes, persistindo até os dias atuais na sociedade do Brasil.
Em primeiro plano, é preciso analisar os impasses gerados por essa problemática na sociedade contemporânea. Embora os negros estejam em maior quantidade na população brasileira, eles ainda sofrem com preconceitos e resistências externas, que de alguma maneira influenciam em suas vidas, seja na escolaridade, na procura por trabalho, no valor salarial, ou até mesmo na alta taxa de crimes sofridos por essa parcela negra. Segundo levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a população negra está mais exposta à violência no Brasil, uma vez que, os negros representam 71% das vítimas de homicídio. Dessa maneira, percebe-se que raízes culturais, criadas por inúmeros fatores ao longo do processo histórico, ainda estão fixadas na sociedade brasileira.
Ademais, tendo o Brasil como um dos últimos países a abolir a escravidão, é inaceitável que rastros desse processo ainda permaneçam na cultura brasileira, de maneira que, se torne comum o trabalho escravo contemporâneo. Dados do Ministério do Trabalho (MTE) mostram que, de 1995 até 2018, mais de 53 mil trabalhadores foram libertados de condições análogas à escravidão. Nesse contexto, muitas dessas pessoas “escravizadas” são de origem ou descendência negra, mostrando que a persistência do racismo na sociedade brasileira ainda é muito presente e deve ser combatido.
Por fim, medias devem ser tomadas para combater o racismo ainda vigente na sociedade brasileira. Cabe ao Ministério da Educação a criação de conteúdos e palestras sobre o surgimento da cultura Afro-Brasileira, voltadas para alunos de ensino médio, conseguinte de discussões para o desenvolvimento do senso crítico e inibir os preconceitos das próximas gerações. Com o propósito de acabar com os crimes contra as pessoas negras, cabe ao Estado a criação de leis e medidas fiscalizatórias e regulamentadoras que penalizará os indivíduos criminosos. Dessa maneira, o Brasil conseguirá desenraizar o racismo da sociedade e eliminar o preconceito criado pelas elites parentais desde os períodos coloniais.