A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 02/01/2021
Segundo o filósofo Aristóteles todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância. No entanto, percebe-se que essa precisa não se faz valer no Brasil hodierno, visto que o racismo ainda persiste no país, causando a segregação de muitos, principalmente negros. Dessa forma, é preciso debater que esse complexo cenário espelha grande parte do legado histórico brasileiro, bem como a insuficiência legislativa.
Em primeira análise, a atualidade reflete o passado. Sob essa perspectiva, o historiador Claude Levi Strauss afirma que só é possível conhecer o presente por meio da interpretação dos fatos histórico. Nesse sentido, o racismo contra os negros mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrínsecas ao passado escravocrata brasileiro, em que os negros eram desumanizados pela sociedade e pela igreja, que os consideravam pessoas sem alma. Sendo assim, as ideias escravocratas passadas de geração em geração é a principal causa da persistência dessa discriminação.
Em paralelo, há também uma insuficiência legislativa. Sob esse viés, é válido lembrar que a Constituição de 1988 foi criada com o objetivo de garantir a igualdade plena entre todos. A respeito disso, nota-se que o Brasil não cumpre seu papel enquanto garantidor desse direito, dado que muitos negros no país tem que encarar preconceitos e condições de vida degradantes. Esse contexto é possível perceber no livro Quarto de Despejo, em que a escrita pede a Deus um lugar em que os negros não são discriminados como no Brasil. Logo, nota-se não só um desrespeito colossal com os negros, mas também a infração de leis maiores.
Portanto, com a finalidade de superar esse passado escravocrata e, assim, fazer valer a Constituição, urge que o MEC faça maiores valorizações das culturas afro-brasileiras. Para tal, isso pode ser feito por meio de maiores cargas horarias nas grades das aulas de historia e sociologia. Dessa forma, as aulas devem ter o intuito de ensinar sobre os impérios africanos e a resistência negra no Brasil, para fazer com que os alunos percebam que a historia da negritude não se resume apenas a escravidão. Ademais, o Estado pode criar politicas públicas de conscientização, com a criação de documentários. Dessa maneira, ficarar-se-á mais próximo da superação das amarras desse triste passado.