A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 09/11/2020
Na contemporaneidade, a sociedade brasileira tem passado por situações controversas que levantam inúmeros questionamentos quanto à intolerância racial ainda presente no século XXI. Posto isso, é mister debater sobre a persistência do racismo diante dos grandes avanços após a luta pelos direitos dos negros. Nesse sentido, cabe desenvolver caminhos para que essa problemática seja um assunto inibido na sociedade vigente.
Em primeiro plano, cabe mencionar a escravidão como principal vertente da segregação racial. Historicamente, o termo racismo, derivado do latim, consistia em uma teoria que tendia a diferenciar homens por meio de questões de ordem cultural que se estendeu na sociedade ao longo da história, derivando xingamentos, violência e ações que feriam a integridade humana. Analogamente, a concretização desse preconceito através de eventos ocorridos após o regime escravocrata, inferiorizava a comunidade negra e negava-lhes o direito à liberdade de expressão e conceitos básicos vigorados na Constituição dos Direitos Humanos, deixando-os à margem das atividades sociais.
Em segunda análise, é importante abordar, ainda, a respeito da solidificação dessa problemática . Assim, quando a sociedade é exposta à ignorância e a alienação, é dificultoso abordar a igualdade de direitos entre os indivíduos presentes no meio. Nesse sentido, esse cenário se encaixa no que o pensador Zygmunt Bauman teoriza como ‘‘Instituição Zumbi’’: um poder que mantém a sua forma teórica, mas não cumpre, na prática, a sua função social. Assim, entende-se que enquanto a imobilidade do Estado for regra, o progresso de um país livre de qualquer desigualdade e segregação racial será exceção.
Desse modo, políticas públicas devem ser instauradas para resolver o impasse. O ator Paulo Autran citou que “Todo preconceito é fruto de burrice, da ignorância, e qualquer atividade cultural contra preconceito é válida”, ou seja, adaptando para essa situação, o Governo deve incentivar a criação de peças, de filmes e também de músicas para atingir um maior público e gerar uma mudança de atitude popular. Ademais, o Ministério da Educação (MEC) deve planejar palestras nas escolas tanto para os pais quanto para os filhos sobre a conscientização de igualdade e também promover atividades para os alunos relacionado à cultura negra colaborando para o respeito e valorização desta. Por fim, campanhas midiáticas devem ser feitas orientando sobre a valorização cultural brasileira a qual os negros também fazem parte e devem ser considerados.