A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 11/11/2020
No seriado norte-americano Todo Mundo Odeia o Chris, o personagem principal, devido à sua cor negra, é vítima de diversos tipos de hostilidades racistas. Não obstante, tal questão transcende a arte e mostra-se presente na realidade brasileira por meio da persistência do racismo, fruto da falta de aplicação de leis, o que gera a marginalização dos negros. Logo, é preciso examinar, com cautela, os principais propulsores desse quadro deletério.
Em primeiro lugar, é válido pontuar que o não comprimento de leis emerge como ponto de partida para o impasse. Sob esse viés, o jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein afirma que as leis brasileiras funcionam apenas na teoria. De fato, a conjuntura vigente respalda esse pensamento, visto que parte das práticas racistas no país não são punidas como deveriam, o que deixa esse ato impune. Dessa forma, constata -se que o não comprimento de normas legislativas apresenta-se como um desafio a ser superado frente à conduta discriminatória no cenário nacional.
Em segundo lugar, cabe analisar a marginalização negra como consequência do problema. A esse respeito, com o fim da Guerra Civil Americana, em 1865, parte de afrodescendentes passaram a sofrer segregação racial, deixando-os isolados da sociedade da época. Tal cenário também é observado atualmente no século XXI, uma vez que a classe negra ainda vive excluída e sem direitos garantidos, impossibilitando sua socialização. Desse modo, é preciso mitigar, de forma urgente, essa situação.
Destarte, é exequível a alteração desse quadro. Assim sendo, cabe ao Poder Judiciário- cuja função é assegurar a aplicação das normas no país- garantir, por meio de fiscalização, a execução da leis ao negros brasileiros, a fim de inseri-los no meio social e não deixá-los marginalizados. Espera-se, com isso, que episódios como os do seriado Todo Mundo Odeia o Chris não se façam presentes na realidade brasileira.