A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 17/11/2020
O preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, assegura que os povos das Nação Unidas ratificaram sua fé nos direitos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano, o que se materializa na igualdade entre os homens e na garantia da liberdade e das melhores condições, como Brasil, permanece na lei, posto que persistência do racismo ainda é uma triste realidade. Frente a isso, é fulcral analisar os fatores que condicionam a permanência dessa problemática, os quais estão relacionados a conservação do racismo no corpo social brasileiro e a história da escravidão no Brasil.
A priori, pode-se apontar como um empecilho ao combate do racismo na sociedade brasileira a insistência do preconceito racial no corpo do indivíduo, que se dá devido a falta de acesso à educação, como também da falta de representatividade nas mídias. Isso pode ser associado a uma experiência vivida por Maria Júlia Coutinho, que foi uma vítima de racismo. Tal problema está associado ao grande numero de racismos que ainda vem ocorrendo, onde criou-se uma ideia de que o negro é um ser inferior aos demais, perpetuando esse conceito até os dias de hoje.
Dessa forma, cumpre salientar que o forte racismo ainda existente é decorrente da dívida histórica do país com as sociedades, que no período colonial, foram escravizadas e sofreram o processo de ressocialização, onde os escravos foram alforriados muitos voltavam para o cenário escravista muitos voltavam para o cenário escravista já que não se encaixavam na sociedade colonial. Assim, isso pode estar associado a uma frase de Bob Marley, que disse que “Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra.” Assim, situações como essa evidenciam como a história vivida pelo país é retratada até hoje.
Frente ao exposto, mudanças na sociedade para o combate ao racismo são de extrema importância. Nesse sentido, é encargo do Governo Federal, órgão de maior autoridade nacional e responsável pela vigência do Art. 5 da Constituição Federal, criar um Plano Nacional. Para que isso ocorra, é necessário incentivo do governo federal aos demais órgãos democráticos, que visam a vigência do Planos Nacional, essa ação tem como o fito a correção da dívida histórica e dos reflexos na sociedade brasileira contemporânea.