A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 17/11/2020

Em 1500, Pedro Álvares Cabral chegou à uma terra nunca colonizada antes: o Brasil, que na época foi denominado como Ilha de Vera Cruz, e, através de suas cartas para Portugal é evidente o eurocentrismo, uma visão que coloca a Europa como a mais importante do mundo. Assim, 520 anos depois, ainda é persistente de uma forma alarmante a ideia de hierarquia entre raças, ou seja, o racismo. Com isso, tal discriminação se manifesta de múltiplas formas e representa um retrocesso na aceitação da diversidade cultural no Brasil.

Em primeiro lugar, o racismo está enraizado na sociedade, haja vista que a cultura e costumes dos negros foram criminalizados para justificar a escravidão. Por isso, tal preconceito é manifestado até mesmo em um jogo de futebol, como o caso do goleiro “Aranha”, em 2014, que foi chamado de macaco pela torcida alheia. Logo, a frase do cantor Bob Marley é validada “Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho nos olhos, haverá guerra”, necessitando da atenção do Estado para mudar esse fato.

Em segundo lugar, o Brasil, um país que possui dimensões continentais,  dispõe de uma grande mistura de etnias e culturas. Com isso, o racismo descreve um grande obstáculo na aceitação das diferenças e individualidades dessa miscigenação. Bem como a frase dita pelo cientista Albert  Einstein “É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”, haja vista que o preconceito fica enraizado nos ideais sociais, como a situação do racismo.  Desse modo, é evidente a desatenção do Governo.

Lê-se, portanto, como nociva a percepção que o Brasil negligencie de forma tão clara suas metas de respeito à dignidade humana. Dessa forma, é dever do Ministério da Cidadania e das mídias propor o projeto de conscientização “Racismo NÃO!”. Por meio deste será necessário realizar rodas de conversas reflexivas em escolas, abordar o tema em novelas e série, realizar propagandas do projeto e promover eventos em praças públicas, que distribuirão blusas e bonés com o slogan do projeto. Espera-se, com isso, que a persistência do racismo seja combatida.