A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 19/11/2020

“Se mil outros tronos eu tivesse, mil tronos eu perderia para pôr um fim à escravidão!” Frase dita pela famigerada princesa Isabel, que aboliu a escravidão em 88, e que retrata a luta diária que pessoas pretas passam para obter seus direitos, encarando a perca de empregos, carreiras e o baixo salário advindos do racismo estrutural, percebido ainda dentro da sociedade contemporânea brasileira.

O Brasil é o segundo país fora do continente africano com o maior número de pessoas negras no mundo. E tal, pela sua etnia amplamente diversificada, vem a grande taxa de discriminação racial, que acontece no cotidiano e que tem um grande impacto dentro do mercado de trabalho. Segundo dados do IBGE, pessoas brancas ganham 68% a mais que pretos e pardos no país. Também há uma grande parcela de negros que trabalham e no entanto não recebem a quantidade correta pelo cargo empregado.

A falta e a precariedade educacional nas favelas, ocasiona a dificuldade da mão de obra no ramo de atividades trabalhistas, onde novamente se encontram no topo pessoas de cor branca que tiveram oportunidades de ensino mais fortes, já que empresas procuram pessoas com grau de escolaridade maiores.

Dessarte, é impreterível que a base é a educação, e não pode haver inadimplência por parte dos pais ou responsáveis no momento de educar seus filhos sobre os malefícios do racismo na sociedade. E cabe ao Ministério da Educação, promover palestras para a conscientização sobre o preconceito racial que muitas vezes passa despercebido e velado.