A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 24/11/2020
Na obra modernista “A rendição de Cam”, de Modesto Brocos, mostra como o brasileiro trata com relevância a cor da pele e privilegiando a pele branca. Fora das telas, a contemporaneidade mostra que aparência importa mais do que qualificações e até mesmo do que é certo ou errado. Portanto, a persistência do racismo no Brasil se dá por conta do Governo se fazer de cego para a situação e resulta em injustiças sociais.
A princípio, os administradores do país mascaram a injuria racial e dizem na mídia que a situação não existe no Brasil. Além do mais, Hannah Arendt em seu livro “Sobre a Violência”, relata que a violência se tornou um vício social praticado por todos, e totalmente negado fora do âmbito físico. Deste modo, é nítido que a sociedade não se importa em violentar o individuo moralmente, criar padrões corporais e acusar inocentes, desde que nenhuma dessas violências seja física.
Sob outra perspectiva, não há certo ou errado quando se trata de questões étnicas, porém como Charlie Darwin dizia: “Vence o mais adaptado”, ou melhor, o mais apto ao sistema. Retratando isso, Michael Jackson, na música “They dont care about us”, canta como o negro sofre discriminações, e até é acusado injustamente, apenas pela cor de sua pele. Em síntese, o afrodescendente é visto pela sociedade como um causador da violência urbana e constante é alvo da brutalidade policial sem motivos.
Mediante os fatos abordados, a permanência do racismo brasileiro tem se dado porque o Estado não quer enxergar a situação e ocorrem disso ilegalidades sociais. A fim de mudar esse contexto, o Ministério da Educação em parceria com as emissoras de televisão devem criar um projeto dinâmico visando a conscientização das pessoas por meio de novelas com a participação de atores negros de escolas públicas que vivessem personagens que sofreram grandemente com a violência moral do racismo e o preconceito étnico, estimulando a sociedade a buscar a igualdade étnica. Tendo como resultado menos apartheid social, diminuição das injustiças e o fim de um governo cego para o racismo.