A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 29/11/2020

A persistência do racismo no Brasil

O filósofo e poeta George Santayana afirmava que “aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”. Analisando o pensamento e relacionando com a realidade percebe-se que, hoje, mesmo depois de anos do fim da escravidão, atos de racismo persiste na sociedade brasileira. A insistência  de atos racistas se dá, principalmente, pelo fator estrutural da sociedade, que é totalmente excludente. Além disso o racismo brasileiro remota ao período colonial, quando o negro é introduzido como mão de obra escrava para atender os anseios mercantis da época.

A escravidão nos legou o racismo como prática social que permanece até os dias atuais. Dessa forma enquanto os brancos mantem seus privilégios, o negro vive a margem da sociedade, assim, a população negra tem sido subjugada, violentada e criminalizada. O estado não garante a inserção destes na sociedade, e que sem oportunidades, vivem a mercê de um sistema desigual e concentrador. Ainda por cima, em meio a tudo isso, existe toda uma estrutura que camufla e perpetua com a opressão.

Destarte, as relações de segregação étnica foram historicamente silenciadas a fim de garantir que o grupo dominante não abra mão de seus privilégios e lugares sociais. A ideia da democracia racial, um mito propagado, acabava por legitimar a estrutura de desigualdade e discriminação. Isso atuou e ainda atua para que o racismo permaneça em nossa sociedade.

Portanto, é notório o quanto esse problema é grave e necessita ser urgentemente corrigido. Primeiro de tudo é preciso que as pessoas reflitam e se conscientizem acerca da permanência do racismo na nossa sociedade. O estado deve reconhecer que essa discriminação permanece e prejudica muito a população negra e junto aos gestores públicos precisam criar políticas  públicas que ampliem a presença e inserção de negros em todas as esferas da sociais a fim de acabar com o problema.