A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 29/11/2020

O racismo possui raízes desde o período colonial brasileiro no século XV, com o uso de trabalho escravo por pessoas negras traficadas pelas no continente Africano. Observa-se que apesar de ter transcorrido décadas esta marca na história reflete até os dias atuais. Dessa forma, evidência-se que a cultura do racismo persisti na sociedade brasileira, em virtude da impunidade e ignorância da sociedade em acreditar exercer algum tipo de superioridade sobre o outro.

Primordialmente, há impunidade no ato criminal racista, pois diariamente são noticiados casos de racismo nas mídias sociais e raramente são noticiados o desfecho sobre o agressor. Durante o ano de 2020 repercutiu a história do Mateus um entregador por aplicativo, vítima de racismo dentro de um condomínio enquanto estava trabalhando, não há informações sobre a punição do acusado. Dessa forma, nota-se que a justiça quando não falha é tardia e por consequência novas agressões são feitas.

Em segunda análise, a arrogância em acreditar que se é melhor que o próximo leva ao ato racista. Nota-se que o crime é composto por humilhações, ataques, violência física e psicológica em relação a cor da pele, como se houvesse especies de homo sapiens distintas. No decorrer da Segunda Guerra Mundial, a ditadura nazista matou milhares de pessoas negras, além da pratica do antissemitismo. Dessa maneira, o ódio gratuito por diversas etnias, em especial, a Afro-brasileira fere a humanidade e viola a vida da pessoa afro-descendente.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para acabar com o racismo. Sendo assim, urge que o Ministério da Justiça  puna os responsáveis por injuria racial, a exemplo, de privação da liberdade e indenizações, por meio de leis robustas e tramitação de processos de modo acelerado, a fim de exercer a justiça para as vítimas. Somente assim, ofensas racistas como as cometidas contra o Matheus serão extinguidas.