A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 01/12/2020

Promulgada em 1988, a Constituição Federal garante em seu artigo 5° que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Conquanto, a persistência do racismo na sociedade atual, seja pelas heranças históricas seja pela intolerância, dificulta que parcela da população usufrua, na prática, desse direito à igualdade.

Precipuamente, é valido pontuar que o passado do nosso país contribui de forma significativa para a permanência do racismo. Uma vez que os negros chegaram ao país, em sua maioria, trazidos pela escravidão africana na época do tráfico transatlântico de escravos, é possível perceber que o histórico brasileiro vem marcado pela opressão étnica. Tal, infelizmente, ainda permanece nos dias atuais. Como exemplo podemos citar o caso da recepcionista que sofreu injúria racial por um médico que trabalha na mesma clínica que ela. “Obrigado, crioula”, disse ele.

Faz-se mister, ainda, salientar a intolerância como impulsionadora do problema. Apesar de ser um país de maioria negra, a população negra sofre com o preconceito e a falta de respeito por suas tradições. Religiões e manifestações culturais de origem africana, por vezes, são desprezadas e não são bem vistas pela sociedade em virtude da discriminação amplamente difundida. Dessa forma, frequentemente ocorrem casos de ofensas, invasões, destruição de terreiros e manifestações de intolerância e ódio.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de medidas para conter o avanço da problemática. Sendo assim, a mídia juntamente com o Ministério da Educação, que é o responsável pela manutenção e garantia da educação nacional, promovam a inclusão e incentivo à cultura por meio de palestras de caráter informativo e campanhas com o intuito de desconstruir a imagem estereotipada do negro e estimular a diversidade.