A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 01/12/2020
“Se mil outros tronos eu tivesse, mil tronos eu perderia para pôr um fim à escravidão!” Frase dita pela famigerada princesa Isabel, que aboliu a escravidão em 88, e que retrata a luta diária que pessoas pretas passam para obter seus direitos, encarando a perca de empregos, de carreiras e do baixo salário advindos do racismo estrutural, percebido ainda dentro da sociedade contemporânea brasileira.
Embora o Brasil seja o segundo país fora do continente africano com o maior número de pessoas negras no mundo. Pela sua etnia amplamente diversificada, vem a grande taxa de discriminação racial, que acontece no cotidiano e que tem um grande impacto dentro do mercado de trabalho. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pessoas brancas ganham 68% a mais que pretos e pardos no país. Também há uma grande parcela de negros que trabalham e, no entanto, não recebem a quantidade correta pelo cargo empregado.
Ademais, a falta e a precariedade educacional nas favelas, ocasiona a dificuldade da mão de obra no ramo de atividades trabalhistas, de forma que novamente se encontram no topo pessoas de cor branca que tiveram oportunidades de ensino mais fortes, já que empresas procuram pessoas com grau de escolaridade maiores.
Dessarte, é impreterível que a base é a educação, e não pode haver inadimplência por parte do Ministério da Educação no momento de melhorar as condições das escolas públicas. Assim, enviando mais verbas para que haja a compra de mais materiais escolares, uniformes grátis e transportes, para que ambos, brancos e pretos, tenham uma educação de mesmo nível e convivência, e com isso, o preconceito racial diminua em todos os âmbitos.