A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 10/12/2020

Desde a Colonização do Brasil é evidente a opressão dos negros em relação aos brancos, visto que, o Brasil foi estruturado a partir dessa opressão racial, o que garantiu a estigmatização do branco em uma posição superior. Desse modo, é perceptível que, apesar da Abolição da escravatura em 1888, e pela falta de garantias para a igualdade racial, o racismo permanece enraizado na contemporaneidade de forma velada, isso se evidencia não só pela crença na superioridade racial como também ao racismo estrutural.

A priori, é válido ressaltar a crença social na existência de uma supremacia racial. Nessa lógica, Arthur de Gobineau, filosofo francês, defendeu o “Racismo Científico”, a ideia de que os brancos são superiores aos negros intelectualmente e por esse motivo, ocupam posições superiores na sociedade. Assim, verifica-se, portanto, a necessidade de reverter esse pensamento irreal das pessoas de que a raça determina a capacidade do indivíduo, visto que, o determinante para essa desigualdade é a inexistente igualdade de direitos.

A posteriori, segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as taxas de analfabetismo são maiores entre negros, assim como o baixo rendimento médio, o lamentável trabalho infantil e os números assustadores de assassinatos. Destarte, ainda que a população seja de maioria negra, na prática, é sabido que não é esta representatividade que prevalece em ambientes de prosperidade (instituições de ensino e locais dignos de trabalho). Assim, para mostrar esta realidade, o livro de quase 60 anos, “Quarto de Despejo – diário de uma favelada. “, nunca antes foi tão atual. Nele, Carolina Maria de Jesus, conta de forma ácida e infeliz, a dificuldade que teve em ascender na vida por ser uma mulher negra e pobre. Ademais, o livro teve muito mais destaque fora do que dentro do país, algo que confirma ainda mais o racismo estrutural e, atualmente, sonegado.

Sendo assim, evidencia-se que o racismo velado no Brasil é uma problemática institucionalizada. Logo, para sanar este problema, urge que os Ministério de Cultura e Educação adotem medidas de cunho educativo, por meio de matérias obrigatórias no ensino fundamental, conscientizando a população quanto ao pensamento crítico e valorizatório sobre a importância da não descriminação na sociedade.