A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 18/12/2020
No livro “O ódio que você semeia” retrata as consequências da morte de Khalil, um garoto assassinado apenas por ser negro. Fora do contexto literário, essa é a realidade de vários cidadãos brasileiros que são julgados por sua cor de pele e enfrentam a persistência do racismo. Esse cenário é frequente, tanto pela tardia abolição da escravidão, quanto pela marginalização da população negra.
Em primeiro lugar, em 1888, a escravatura foi extinguida do Brasil por meio da lei Áurea. Nesse contexto, percebe-se que esse período de sofrimento e humilhação durou mais três séculos e, por isso, a tardia abolição da escravidão intensificou a segregação racial que até na contemporaneidade, traz desafios para milhares de pessoas.
Em segundo lugar, é importante pontuar que o racismo é estrutural e institucional na sociedade brasileira. Visto que, após a extinção da escravidão, o Estado implementou poucas medidas para inserir a população na sociedade. Nessa perspectiva, o povo negro foi obrigado a ocupar as favelas e, mais uma vez, vivem a margem da sociedade. Além disso, negros e pardos ocupam apenas 10% dos cargos de liderança, segundo pesquisa do IBGE e, desse modo, reforça a desigualdade racial presente no país.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser feitas para a mitigação da problema. O governo federal deve insvestir dinheiro na área da educação, para a criação de projetos inclusivos e informativos, ensinando nas escolas desde cedo a história da população afrodescendente e a consequência da intolerância na vida de quem sofre. Dessa forma, será possível garantir a diminuição do racismo nas escolas e contribuir para a formação de indivíduos com atitudes anti-racistas. Assim, vidas perdidas como a de Khalil, serão realidade apenas na ficção.