A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 30/12/2020
Embora a escravidão tenha terminado em 1888, com a Lei Áurea, o seu legado estará sempre presente por meio da cultura afro-brasileira. Entretanto, a discriminação também é uma marca deixada por esse período. Logo, é preciso observar as consequências, estruturais e sociais, dessa prática nos dias atuais.
Em primeira análise, considera-se que, de acordo com o Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca da metade da população é negra. Porém, em áreas periféricas, pardos e pretos estão muito mais presentes, caracterizando o racismo estrutural. Além disso, racializados predominam nas posições de subalternidade e trabalhos informais. Isso acontece em decorrência do preconceito em entrevistas e em perfis exigidos por certas empresas, dominadas por brancos.
Em segunda análise, observam-se a marginalização e a criminalização da cultura negra. A intolerância religiosa é constante no cotidiano, seja em frases populares, seja na depredação de terreiros de umbanda e de candomblé. Ademais, o samba e o funk, estilos musicais que surgiram em ambientes marginalizados, são frequentemente perseguidos. Essa repressão fere diversos direitos, como ao credo a à reunião pacífica.
Em suma, constata-se a gravidade e impacto dessa ação na realidade do país. Então, o Governo Federal, responsável pelo povo brasileiro, deve reforçar a relevância da cultura afro e combater os estigmas. Isso deve ser feito por meio de uma campanha midiática constante, da inclusão de conteúdos sobre herança africana nos currículos escolares e o reforço da política de cotas, além da melhora de serviços básicos em áreas suburbanas, a fim de criar-se uma sociedade mais feliz, segura e justa.