A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 23/12/2020
Em 1888 foi sancionada a Lei Áurea que tem como obejtivo a abolição da escravidão. Porém, os negros libertos encontraram dificuldades para se inserir na sociedade devido a falta de políticas de integração e precisaram enfrentar os preconceitos das pessoas que os viam apenas como máquinas de trabalho. Logo, a persistência do racismo na sociedade brasileira é visível e sem dúvidas, sua principal raiz é a escravidão. Portanto, as pessoas se deparam com o racismo enraizado no país e suas principais causas são a sociedade preconceituosa e a falta de punição para os agressores. Tal como posto, o preconceito é um problema grave sendo necessário medias para amenizar tais atitudes.
De acordo com uma pesquisa do Datafolha, 22% dos brasileiros disseram já ter sido vítimas de preconceito racial. Dessa forma, é vísivel que as práticas que discriminam os negros ainda são recorrentes e a sociedade brasileira carrega consigo as marcas do preconceito que são passados de geração em geração. Logo, a naturalidade de tratamento do negro como inferior e o seu abandono social possibilitou o desenvolvimento de ideologias hierarquicas e preconceituosas ao longo de toda a história do Brasil. Portanto, uma vez que os indivíduos são tratados como inferiores encontram dificuldades em se ingressar na sociedade mostrando o quão inraizado o preconceito está no Brasil.
Além disso a ineficiência das leis contra o racismo também dificultam a resolução desse impasse. A Lei nº 7.716, DE 5 de janeiro de 1989, foi criada para punir os crimes resultantes da discriminação ou preconceito de raça, cor e etnia, porém a falha no sistema público quando se trata de punir os agressores contribui para a perpetuação de atitudes racistas em todo país. Logo, a sensação de impunidade dos ofensores faz com que as vítimas se sintam desamparadas e em muitos casos deixem de denunciar por medo de represalhas. A lei do Ventre Livre, de 1871 e do Sexagenários, de 1885, são exemplos de medidas ineficazes que não garantiu a melhoria na condição de vida dos escravizados, da mesma forma essa resistência e ineficiência das leis ainda são encontradas na sociedade brasileira.
Exatos 132 anos da abolição da escravidão o Brasil ainda não conseguiu apagar a marca do racismo que se perpetua na sociedade. Deste modo, é necessário que o Ministério da Educação (MEC), invista em palestras nas escolas para mostrar as consequências do racismo e assim impedir que as crianças desenvolvam pensamentos e atitudes preconceituosas. Além disso, o Ministério da Justiça, em parceria com as mídias devem criar programas de autoajuda e de conscientização, incentivando as vítimas a denunciar o preconceito sofrido. Ademais, o Poder Judiciário deve fazer o uso da Lei nº 7.716, de forma severa punindo os agressores implantando políticas de eficiência do exercício funcional de tal orgão. Somente assim, o Brasil conseguirá ultrapassar as barreiras impostas pelo racismo.