A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 30/12/2020

No dia 13 de maio de 1888, foi assinada a Lei Áurea, a qual concedeu o direito de alforria aos negros escravizados. Apesar de ter sido algo positivo, a liberação tardia contribuiu para que o Brasil persistisse como um país marcado pelo racismo, em conjunto com a desigualdade racial. Nesse sentido, discute-se a persistência de tal intolerância na sociedade brasileira, que ocorre devido à impunidade com quem comete esse crime. Por conseguinte, uma consequência grave dessa conservação é a exclusão social sofrida pelos negros.

Em primeiro plano, vale ressaltar que, apesar da Constituição de 1988 assegurar o racismo como crime inafiançável, só existe uma penalização em caso específico, que ocorre quando a pessoa é tratada de maneira ruim e injusta apenas pela cor da pele. Sob tal ótica, não existe uma preocupação em punir quem ofende negros gratuitamente, algo que passou a ocorrer ainda mais após o advento da internet e dos meios de comunicação.

Outrossim, é válido reiterar a colocação do autor Silvio Luiz de Almeida, o qual afirmou em seu livro ‘‘Racismo estrutural’’ que o racismo não é um conjunto de atos, mas um processo histórico em que as classes subalternas ficam submetidas à classe hegemônica, com constante exploração. Nessa perspectiva, há uma marginalização das pessoas de pele escura, que encontram dificuldades em ascenderem social e economicamente, devido ao fato do poder e do dinheiro estarem concentrados nas mãos da classe hegemônica, que é branca.

Portanto, afirma-se que o racismo é um retrocesso e deve ser combatido em todas as esferas. Desta forma, há a necessidade do Ministério da Educação, em parceria com o dos Direitos Humanos, veicular políticas públicas, por meio de palestras em escolas públicas e privadas, que conscientizem crianças e adolescentes acerca da igualdade racial, a fim de atenuar os males causados por tal mazela brasileira, historicamente presente no país.