A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 28/12/2020

A Constituição Federal, em seu rol direitos individuais, garante o racismo como crime inafiançável. Entretanto, mesmo sendo considerado delito, esse documento ainda é ferido com os casos de racismo no Brasil, principalmente contra pretos e indígenas, os quais causam transtornos psicossociais e aumenta a exclusao. Desse modo, essa problemática é motivada pro diversos fatores, dente eles a falta de conhecimento da população, que acentua a desigualdade, e por a inoperância estatal, que não conta com medidas que visem combater à problemática. Dessa forma, exigem-se medidas paliativas.

A princípio, é válido salientar que desde a colonização, diferentes povos têm sido escravizados e, a partir de 1888, foi extinta no país essa forma de domínio. Contudo, mesmo com esse fim, as diferenças existentes perpetuam-se até o hodierno, uma vez que, aliada à falta de conhecimento por parte da população, as pessoas ainda acreditam na ideia de povo superior, e colocam, principalmente a branca, no topo dessa pirâmide, o que exclui as formas de inclusão e dificulta as conquistas de direitos pelas demais raças. Segundo pesquisa do jornal Folha de São Paulo, a diferença salarial entre negros e brancos subiu para 31% no começo de 2020, o que evidencia a desigualdade entre as raças.

Outrossim, a filósofa Hannah Arendt, em seu arcabouço de banalidade do mal, postula que o Estado negligência situações problemáticas na sociedade. À vista disso, é notório como essa teoria aplica-se ao cenário brasileiro, haja vista que o Estado negligencia os casos de discriminação racial no país e não conta com políticas públicas que visem desestimular, quiçá sanar, esse impasse, ignorando a miscigenação do povo brasileiro. O sociólogo Darcy Ribeiro, em seu livro “O Povo Brasileiro”, aborda como o Brasil se constitui de diversas raças, e preconceito quanto a esse reconhecimento, o qual reflete a sociedade brasílica.

Por conseguinte, compete ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, a criação de uma disciplina na Base Comum Curricular que, por meio de oficinas e debates, e, abrangendo pais e alunos, apresente a discriminação racial, seus motivos e todas as suas consequências para as raças que o sofrem, a fim de diminuir as desigualdades e as diferenças raciais. E só assim, com medidas graduais e progressivas, mitigar o racismo no país e fazer valer a Carta Magna de 1988.